O mais selvagem de mim mesmo
Não está em meu mais íntimo ser,
A dor que atine o furor a esmo
E me desata até morrer.
Pois bem que me dera saber
A que distância estaria de mim,
Proporia-me a ver e lha debater.
Mas o eu de mim mesmo se extravaga
Mas não vaga para além do além.
O além do desejo impuro que se traga
E me faz um impulso arquem.
O que de mim se espera não se vê
O que de mim se aprende não se contém,
Não se encerra nem se detém.
O eu de mim mesmo, esse pecado
Fazendo em mim residência,
Em meu coração alastrado
E me faz render à reincidência.
Não há refugio de mim lá fora
Nem tenacidade que não me faça errar
Quem me dera se, tão somente agora
Pudesse Deus me perdoar.
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